Humilhações, ameaças, perseguição e controle também são formas de violência contra a mulher. Um estudo da FGV Direito Rio, com base em dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mostra que a violência psicológica pode ser o primeiro passo para agressões ainda mais graves.
O levantamento analisou 20.505 processos julgados entre 2022 e maio deste ano com base no Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero. Desse total, 1.073 casos envolvem violência psicológica ou perseguição, o equivalente a quase 5% das ações analisadas.
A pesquisa aponta avanços no reconhecimento desse tipo de violência pelo Judiciário, mas também destaca limitações nos bancos de dados dos tribunais, que dificultam o diagnóstico completo do problema. Especialistas reforçam que a violência contra a mulher vai muito além das agressões físicas e precisa ser identificada e combatida desde os primeiros sinais.
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