Morreu em Paris, aos 85 anos, o documentarista chileno Patricio Guzmán. Preso após o golpe militar de 1973, que levou Augusto Pinochet ao poder, ele deixou o Chile e passou a viver exilado entre Espanha, Cuba e França.
Guzmán ficou mundialmente conhecido pela trilogia “A Batalha do Chile”, que registrou as tensões políticas durante a queda de Salvador Allende e a ascensão de Pinochet. Em obras posteriores, refletiu sobre a memória da ditadura e suas consequências para a sociedade chilena.
Ao longo da carreira, dirigiu filmes como “Nostalgia da Luz”, “O Botão da Pérola”, “A Cordilheira dos Sonhos” e “Meu País Imaginário”.
Reconhecido por sua abordagem documental e por preservar a memória histórica, recebeu mais de 40 prêmios, incluindo o Urso de Prata e o Olho de Ouro de melhor documentário em Cannes.
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