O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve a inelegibilidade de Cláudio Castro até 2030. A decisão confirma o envolvimento do ex-governador em um esquema de uso da Ceperj (Fundação Centro Estadual de Estatística, Pesquisa e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro) para o pagamento de cabos eleitorais com dinheiro vivo e sem transparência durante as eleições de 2022. A Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) também é investigada por suspeitas de participação no mesmo esquema.
Cláudio Castro renunciou ao cargo em março, um dia antes do julgamento que poderia cassar seu mandato, e posteriormente foi alvo de duas operações da Polícia Federal. Embora o tribunal tenha rejeitado o recurso do Ministério Público Eleitoral que pedia a cassação formal de seu diploma, a punição que o afasta das urnas foi integralmente mantida.
Agora, o Supremo Tribunal Federal (STF) precisa decidir como será escolhido o sucessor definitivo do governo fluminense: se por meio de eleição direta (voto popular) ou indireta (pela Assembleia Legislativa). O julgamento no STF está temporariamente suspenso após um pedido de vista do ministro Flávio Dino, antes da interrupção, o placar estava em 4 a 1 a favor da eleição indireta. Enquanto o STF não define o futuro político do Rio de Janeiro, o estado segue sendo comandado interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça fluminense, Ricardo Couto.
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