A Polícia Federal revelou, na décima fase da Operação Compliance Zero, um suposto esquema para influenciar a opinião pública e atacar a credibilidade do Banco Central. A investigação apura fraudes relacionadas ao Banco Master e aponta que influenciadores e jornalistas teriam sido contratados para divulgar conteúdos favoráveis ao grupo investigado e reduzir reportagens negativas.
Segundo a PF, o publicitário Thiago Miranda, apontado como um dos principais alvos da operação, teria coordenado a contratação de influenciadores e jornalistas por meio de acordos de confidencialidade, com pagamentos que poderiam chegar a R$ 2 milhões por publicação. O objetivo, de acordo com os investigadores, era proteger a imagem do banqueiro Daniel Vorcaro e remover conteúdos considerados prejudiciais aos interesses do grupo.
A investigação também aponta a produção de dossiês sobre jornalistas e executivos do setor financeiro. Em depoimento, Thiago Miranda negou as acusações e afirmou que sua atuação se limitava a um trabalho de reconstrução reputacional da imagem de Daniel Vorcaro.
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